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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não brigue com quem luta por você

Os arredores do Palestra Itália vivem em incêndio. Pode estar tudo calmo, tranquilo, que alguma coisa pega fogo. Os amendoins, nem sempre palmeirenses, são altamente destrutivos. Felipão conhece bem como funciona as coisas por lá.

A impressão que fica é que nada está bom. A teoria de que tudo precisa melhorar é verdadeira, vencedora. Porém, o Palmeiras vive uma reestruturação. E o treinador está construindo pilares, ainda que baratos, mas firmes. Fortes como o time no gramado. Nada técnico, é bem verdade, mas consistente.

Há tempos já se sabe que Luan não é craque. Não faz a diferença com bolas nas redes. Mas o operário é fundamental na missão de marcar. O lado esquerdo é dele. Desde o começo do ano, até o fim do seu vinculo com o clube.

Marcos Assunção é perigo de gol frequente nas bolas aéreas. Cada cruzamento é um meio grito de gol palmeirense. Marca, sai jogando e finaliza muito bem. Um dos mais importantes do elenco.

Mas parte dos palmeirenses nunca estão satisfeitos com seus jogadores. Unanimidade mesmo é Felipão, que comprou a briga com meia duzia de amendoins.

Os mesmos que bateram em Vágner Love. Que tiraram as chances do Palmeiras (ainda que minimas) nos títulos brasileiros de 2009 e 2010. Vale ressaltar que a fase não era boa, mas havia gotas de esperança. Sobrou para Luxemburgo, que falhou algumas vezes com o time, mas nada justifica a briga no aeroporto.

Existem muitas justificativas, versões e 'fatos'. Todavia a única verdade é que o Verdão não vence nada em campeonatos nacionais há cerca de 10 anos. De lá pra cá, o time mudou bastante, e os cornetas continuam os mesmos. É hora de união, de força e garra. Mesmo com futebol faltante, Felipão está fazendo milagre, e é mais que fundamental na caminhada verde em 2011.

Que a minoria entenda que a camisa verde é uma nação para quem à veste. A família Felipão precisa de mais familiares. Portanto, primos, irmãos, tios, tias, mães, pais, filhos, inimigos... unam-se por seu time, como fizeram em meados dos anos 90, pois ele é muito maior que qualquer picuinha ou amendoim jogado na obra do Palestra Itália.
 
                                                                                                                                     Guilherme Cimatii

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