O maior estádio do mundo assistia o mais belo dos times verdes em gramado. As câmeras transmitiam em preto e branco, quase inaugurando a televisão brasileira. A tecnologia ganhava um presente dos deuses do futebol, um ano depois de sua descoberta em terras brasileiras. O Palmeiras, há 60 anos atrás, já era campeão do mundo. Já era e sempre foi Palmeiras. Até os dias de hoje. Até os dias de sempre.
A luta já o aguardava nos campos da vitória. Faz tempo, mas o futebol era novo. A bola era redondinha, e hoje rola tão quadrada. O que devem pensar os craques de sempre sobre os ricos de agora. Nem sempre qualificados, ou quase nunca. Quase sempre barões, milionários da bola. Os bons eram elegantes lá dentro. Foram, são e serão.
O Palmeiras estava escalado assim: Fábio Crippa, Luiz Villa, Juvenal, Salvador, Dema, Rodrigues, Ponce de Leon, Túlio, Liminha, Jair da Rosa Pinto e Lima. Técnico: Ventura Cambon. Pronto para a vitória. Consagrado como sempre fez.
Desde as faltas de Jair da Rosa Pinto, que moravam perto das redes, ou nas próprias. Possuíam moradia no coração do Verdão, do torcedor. Até de quem não torcia. De quem via. Ou não assistia. Um time que tinha até Oberdan Cattani como reserva, depois de uma atuação contestada contra o Juventus de Turim.
O Maracanã naquele dia recebeu 82.892 pagantes . Pouco para os cerca de 15 milhões de palestrinos, palmeirenses, alviverdes, fanáticos...campeões.
Parabéns a nação verde. Desde o menor torcedor até o maior. Desde o verde mais claro até o limão. Desde Ademir da Guia até o pior dos jogadores. Desde Palmeiras até sempre Palmeiras. Vá, Palestra, que a luta o aguarda no gramado há quase 97 anos. Sempre aguardará. E o verdadeiro palmeirense será sempre verde. Será sempre campeão mundial de 1951.
Guilherme Cimatti
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